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terça-feira, 20 de setembro de 2011

Configurando um ambiente de desenvolvimento - Parte 2

Bom, vamos continuar a configurar o ambiente de desenvolvimento.

Usando o Mercurial:
O mercurial se mostrou muito fácil de configurar e usar. Se você usa Windows, só instalá-lo e nem precisa usar os comandos, existe um workbench, um programa que gerencia isso pra você, você cria os repositórios nele, e adiciona arquivos, dá commit por ele, dá push por ele, e tudo mais.

Um ponto negativo no mercurial, é que você precisa adicionar os arquivos nele, por exemplo, você tem o repositório no BitBucket.org, cria uma pasta para o projeto, clona o repositório do site, e pronto, está lá o repositório para você brincar, porém, se você criar um arquivo, mesmo que esteja na pasta do repositório, ele vai ignorar o arquivo até você dar o "hg add". Mas também até agora esse foi o único problema que eu encontrei.

ps. Para fazer download do mercurial: http://mercurial.selenic.com/

Usando o BitBucket:
O BitBucket cada dia se mostra mais eficaz no que faz, criei todos os repositórios para os meus projetos direitinho, ele já criou tudo, página wiki, pull requests, etc. Outra coisa boa que eu percebi é o fato de você poder visualizar os arquivos direto no browser, e também pode chamar outras pessoas para ajudar no projeto (até 5 no plano grátis), e também define níveis de acesso, read, write, admin, para todos os usuários.

Próximos passos:
Bom, o básico do ambiente de desenvolvimento está configurado, criado repositório, os compiladores apontando para as pastas dos projetos, etc. Agora você me pergunta, e agora? Posso começar a desenvolver? A resposta simples: "sim", mas eu aconselharia a melhorar mais ainda esse ambiente, tentar automatizar os processos "chatos", como por exemplo, ao criar uma nova classe, um novo arquivo, você vai ter que dar "hg add", para depois "hg commit", etc. Mesmo com um programa que faça isso, abrir o programa, selecionar o repositório, etc, demanda um tempo. Eu sempre gosto de criar ".bat" para facilitar, por exemplo, crie um fullcommit.bat, e nele coloque os comandos de add, commit e push. Assim ao finalizar uma etapa do trabalho, você vai nesse arquivo, clica duas vezes, e pronto, já está no repositório.
Depois disso tudo, ainda existe muitas coisas que podem ajudar, num ambiente de desenvolvimento, mas nenhuma extremamente nescessária, e também sempre que possível crie um abiente de testes, máquina virtual ou outro computador, zerado, apenas SO, para colocar o projeto e testar, sem nenhum programa para interferir, etc.

Bom por enquanto é só. Em breve voltarei com mais tutoriais, e sim, vou dar continuidade nos tutoriais de android também.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Configurando um ambiente de desenvolvimento - Parte 1

Hoje de manhã resolvi começar a desenvolver um projeto pessoal, e aí que vem a primeira parte de qualquer desenvolvimento. Montar e configurar um ambiente de desenvolvimento.

O que é:
Um ambiente de desenvolvimento, é tudo que você vai precisar para desenvolver um projeto. Desde o sistema operacional, compiladores, repositórios, até a distribuição final do produto.

Primeiros passos:
Neste post resolvi pular o básico, tendo em vista que depende muito de linguagem a linguagem, cada uma com um compilador diferente. Então os primeiros passos seriam, instalar um sistema operacional, instalar e configurar os compiladores de acordo.

Agora vamos para a parte interessante. O repositório.
O repositório para quem não sabe o que é, é basicamente uma pasta que irá armazenar uma cópia do seu código, e com a facilidade de guardar versões, mudanças e comentários.
Ou seja, você adiciona um linha no arquivo, depois você consegue voltar para a versão anterior, verificar as mudanças, e verificar os comentários.
Então, primeiro passo, fui configurar um repositório, como o futuro é "cloud-computing" aonde seria melhor para estar o repositório se não na "nuvem"?
Comecei a pesquisar sobre os repositórios online e "free".
Primeira coisa que vocês devem saber, os melhores repositórios apenas são de graça se o projeto for open-source. Por exemplo, temos o google code que só hospeda projetos open-source. Depois temos o source-forge que também se for open-source é de graça. Então, se seu projeto não for open-source, esqueça esses repositórios.
De todos que eu procurei, um que chamou minha atenção foi o BitBucket.org, de graça, mesmo com o projeto private. Porém ele trabalha com mercurial, em vez do git ou SVN.

Mercurial:
O mercurial se mostrou muito fácil de instalar, configurar e usar. Após a instalação completa, é só ir à pasta que você quer que seja seu "working folder" (diretório de trabalho) e dar um hg clone para clonar do site, e então ir trabalhando normal, após o trabalho, é só dar um hg push e pronto, está comitado!

Bom, por enquanto é só, irei postando conforme vou utilizando essas ferramentas, e também, outras partes do ambiente de desenvolvimento, então fique ligado no blog para completar mais essa "saga" comigo.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Desenvolvendo para Android - Criando uma Activity


Antes de comçarmos a desenvolver, vamos entender uma das coisas mais importantes para desenvolver para Android, a classe Activity.

Entendendo uma Activity
A Activity é a classe gerenciadora de UI (interface de usuário), todo aplicativo tem pelo menos uma activity. Uma Activity consiste em 1 arquivo.java e 1 arquivo.xml (sendo que esse segundo não é obrigatório), no qual o .xml definirá o layout, caso queira um layout diferente dos existentes, e o arquivo .java define o código da Activity.

Criando uma Activity
Agora que já entendemos o que é uma Activity iremos cria-la.
Primeiro vá na pasta “src” depois no seu projeto “com.example.seuprojeto” e clique com o botão direito.  “New > File”. No campo “File name” digite o nome da activity, por exemplo “Lista.java”. Depois disso será criado um arquivo .java, porém esse arquivo vai estar em branco. Você terá que colocar os “import” manualmente, e não esquecendo que todo arquivo.java terá que ter na primeira linha a descrição do package, por exemplo, “package com.example.seuprojeto;”.
Pronto, criamos nossa Activity, podemos programar do jeito que quisermos, então é só mão na massa e compilar? Na verdade não.

Declarando uma Activity

Antes de começarmos a mexer no arquivo, vamos abrir outro arquivo do nosso projeto, que está na pasta raiz, chamado “AndroidManifest.xml”. Ao abrirmos esse arquivo no Eclipse, ele irá abrir uma janela com as funções, o que facilita muito. Nessa primeira tela, vamos descer toda a barra até a parte que está escrito “Application Nodes”, clique em “Add”, selecione a opção “Create a new elemento at the top level, in Application” e iremos ver uma opção com o nome de “Activity” selecione ela e clique em “Ok”, após isso repare que do lado do “Application Nodes” apareceu uma parte nominada “Attributes for” no campo “Name” clique no botão “Browse...” e você verá sua Activity lá, selecione ela, e clique em “Ok”. Após isso salve seu projeto e sua Activity estará pronta para ser usada. 

quarta-feira, 16 de março de 2011

Preparando Ambiente de Desenvolvimento Android

Bom, preparei o ambiente de desenvolvimento, e agora vou ensinar vocês a fazer o mesmo.

Requerimentos:

-IDE Eclipse (http://www.eclipse.org/downloads/packages/eclipse-classic-362/heliossr2)
-SDK Android (http://dl.google.com/android/installer_r10-windows.exe)

Passos:

1- Faça o download dos dois requerimentos.

2- Após o download instale o IDE Eclipse, você irá baixar o zip extraia ele numa pasta dentro do C:\ de preferência, execute o arquivo Eclipse.exe

3- Instalar o SDK Android, se você baixou do link acima, você só precisará executar o arquivo que ele fará o resto sozinho, lembre-se de anotar o caminho de instalação, você irá precisar dele para configurar o ADT.

4- Após a instalação do SDK ele irá abrir um SDK Manager, eu aconselho a fazer o download e instalar
todos os itens, todas as versões do android e todos os API da Google.

5- Depois disso feche o SDK Manager, e abra o Eclipse. Dentro do Eclipse vá na opção "Help\Install New Software...", clique no botão "Add", vai abrir uma janela, no campo "Name" coloque "ADT Plugin" e no campo "Location" coloque o seguinte endereço "https://dl-ssl.google.com/android/eclipse/"  clique em "Ok", Selecione a opção "Developer Tools" e clique em "Next". Você verá uma lista com todas as ferramentas para download, clique em "Next". Marque "Aceito a licença" e clique em "Finish". Quando terminar reinicie o Eclipse.

6- Agora vamos configurar o ADT. Abra o Eclipse, vá em "Window\Preferences...", selecione "Android". Na janela que vai abrir no campo "SDK Location" coloque o caminho que foi instalado o SDK, clique em "Apply" e "Ok".

7- Vamos criar um AVD (Android Virtual Device) para poder emular o Android. No Eclipse vá em "Window\Android SDK and AVD Manager". Selecione "Virtual Devices" no painel à esquerda, Clique em "New", escolha um nome, por exemplo, "my_avd". Selecione a versão do android que irá rodar (lembre-se que aplicações feitas para 1.6 rodarão num 2.3 normalmente, já o contrário não funciona). Clique em "Create AVD"

Pronto, seguindo esses passos você terá seu ambiente de desenvolvimento Android criado, e configurado. Lembre-se que para criar um projeto vá em "File\New\Project" e selecione "Android Project".

ps. Vale lembrar que se você utiliza Windows 7 execute o Eclipse sempre como Administrador, caso contrário irá retornar erro "Conversion to Dalvik format failed: Unable to execute dex: wrapper was not properly loaded first"

Em breve primeiros passos no desenvolvimento de Android, explicarei como criar uma aplicação "Hello Android" bem simples.